O misterioso homem tinha, atrás de si, uma misteriosa jaula que não conseguíamos vislumbrar perfeitamente porque já havia anoitecido. Ele tossiu duas vezes, antes de falar:- Bem, bem. Meninos na rua a esta hora? Num sítio destes?
Permaneceu silencioso e, quando viu que não íamos responder, retomou a conversa:
- Já que gostam tanto de quebrar as REGRAS DA CIDADE, vamos divertir-nos um pouco com um castigo divertido para vocês.
Senti a adrenalina nas minhas veias à medida que ele continuava o seu discurso. Estava a afogar-me em medo. Ouvi lobos a uivar, mas eles pareciam estar muito perto de nós.
- Ouviram isto? - recomeçou ele por falar - São lobos... Esfomeados. Ai! O que eles dariam por uma suculenta refeição... Como vocês. - dito isto, olhou para nós, com uma expressão divertida e maliciosa.
Saiu da frente da jaula de aço e vimos, finalmente, o que se encontrava dentro dela. Cinco lobos cinzentos rosnavam, babando-se, e uivando de vez em quando.
- Então, então! - gritou o homem - Os meninos corajosos estão com medo? Isso merece castigo.
E dirigiu-se à jaula.
- Ele não vai fazer o que penso que ele quer fazer, pois não? - perguntou-nos Coelho, baixinho, horrorizado.
- Se fosse a ti, preparava-me para correr - ordenou Ricardo.
- Eu sou o mais rápido daqui - disse Coelho, olhando-nos de soslaio, tendo o seu medo ainda não desaparecido.
Ouvimos um ruído metálico e tornámos a olhar para o homem. Ele estava em cima da caixa de metal, preparando-se para a abrir. "Oh não!", pensei, "Sou a pior corredora que pode haver... E está a nevar!"
Ele gritou: 3... 2... 1... O jogo começou!
Comecei instantaneamente a correr atrás de Michael. Sabia que ele era capaz de lutar contra lobos, sendo ele tão forte. Reparei também, que era a corria mais devagar, mas também a que caia menos. Quanto mais rápido corresses, mais vezes escorregavas na neve. Via a mata à minha volta a desaparecer rapidamente e quando olhei para trás, reparei num vulto no chão, e o resto do grupo mais à frente, a chegar perto de mim. Contei-os: Ana, Ricardo, João, Michael... O Coelho?! Era o Coelho que estava deitado no chão, sendo rodeado pelos lobos. A pessoa que corria mais rápido, foi vencida pela Natureza.
- Coelho! - gritei - Coelho! Espera, vou aí!
Inverti a marcha, pronta para correr até lá. Mas ele gritou:
- Vão sem mim! Sou uma péssima pessoa. Salvem os vossos traseiros, seus idiotas.
Ele era, sem dúvida, o rapaz mais estranho que já havia conhecido. Estava decidida a não deixá-lo para trás. Senti algo a agarrar-me. Era o Ricardo. Estava a puxar-me consigo.
- Já não... Podemos... Fazer nada! Anda! - gritou-me ele, ofegante.
- Não o podemos abandonar!
- Já viste bem o estado dele?
Olhei para trás e vi que a neve em redor de Coelho se tinha tornado escarlate. "Oh não!", pensei. Ricardo puxou-me com mais força. E chegámos à vila. À vila?! Não podia ser. Tínhamos ido ali, e a aldeia não se encontrava lá. Será que estou a ficar doida?
Permaneceu silencioso e, quando viu que não íamos responder, retomou a conversa:
- Já que gostam tanto de quebrar as REGRAS DA CIDADE, vamos divertir-nos um pouco com um castigo divertido para vocês.
Senti a adrenalina nas minhas veias à medida que ele continuava o seu discurso. Estava a afogar-me em medo. Ouvi lobos a uivar, mas eles pareciam estar muito perto de nós.
- Ouviram isto? - recomeçou ele por falar - São lobos... Esfomeados. Ai! O que eles dariam por uma suculenta refeição... Como vocês. - dito isto, olhou para nós, com uma expressão divertida e maliciosa.
Saiu da frente da jaula de aço e vimos, finalmente, o que se encontrava dentro dela. Cinco lobos cinzentos rosnavam, babando-se, e uivando de vez em quando.
- Então, então! - gritou o homem - Os meninos corajosos estão com medo? Isso merece castigo.
E dirigiu-se à jaula.
- Ele não vai fazer o que penso que ele quer fazer, pois não? - perguntou-nos Coelho, baixinho, horrorizado.
- Se fosse a ti, preparava-me para correr - ordenou Ricardo.
- Eu sou o mais rápido daqui - disse Coelho, olhando-nos de soslaio, tendo o seu medo ainda não desaparecido.
Ouvimos um ruído metálico e tornámos a olhar para o homem. Ele estava em cima da caixa de metal, preparando-se para a abrir. "Oh não!", pensei, "Sou a pior corredora que pode haver... E está a nevar!"
Ele gritou: 3... 2... 1... O jogo começou!
Comecei instantaneamente a correr atrás de Michael. Sabia que ele era capaz de lutar contra lobos, sendo ele tão forte. Reparei também, que era a corria mais devagar, mas também a que caia menos. Quanto mais rápido corresses, mais vezes escorregavas na neve. Via a mata à minha volta a desaparecer rapidamente e quando olhei para trás, reparei num vulto no chão, e o resto do grupo mais à frente, a chegar perto de mim. Contei-os: Ana, Ricardo, João, Michael... O Coelho?! Era o Coelho que estava deitado no chão, sendo rodeado pelos lobos. A pessoa que corria mais rápido, foi vencida pela Natureza.
- Coelho! - gritei - Coelho! Espera, vou aí!
Inverti a marcha, pronta para correr até lá. Mas ele gritou:
- Vão sem mim! Sou uma péssima pessoa. Salvem os vossos traseiros, seus idiotas.
Ele era, sem dúvida, o rapaz mais estranho que já havia conhecido. Estava decidida a não deixá-lo para trás. Senti algo a agarrar-me. Era o Ricardo. Estava a puxar-me consigo.
- Já não... Podemos... Fazer nada! Anda! - gritou-me ele, ofegante.
- Não o podemos abandonar!
- Já viste bem o estado dele?
Olhei para trás e vi que a neve em redor de Coelho se tinha tornado escarlate. "Oh não!", pensei. Ricardo puxou-me com mais força. E chegámos à vila. À vila?! Não podia ser. Tínhamos ido ali, e a aldeia não se encontrava lá. Será que estou a ficar doida?

