
Quando o Max foi para a universidade, fui às compras, antes de ir trabalhar. Sim, ele anda na universidade do Hawaii, na zona de Manoa, a tirar um mestrado em arquitectura e engenharia civil.
Era uma segunda-feira calma. Até o supermercado estava vazio e fresco, acima de tudo. A ventoinha fazia um ruido estridente, sempre que virava de direcção. Comprei alguns legumes e fruta fresca e pu-los no meu cesto de compras. Estava a tornar-me numa óptima dona de casa! Já conseguia cozinhar alguns pratos básicos, o que era quase um milagre.
- Bom dia, Kelly. - cumprimentou o rapaz jovem que costumava estar normalmente na caixa da loja.
- Olá, Kevin.
Ele sorriu-me durante toda a conversa acerca do tempo e da fruta de qualidade que a loja tinha.
Assim que saí, reparei, pela janela, que ele ainda olhava para mim. "Bem, vou ter problemas!", pensei.
À tarde, quando cheguei ao hotel, a Kelsey, a minha colega, empurrou-me para o escritório, quase à força. Todos nos chamavam "Kel", por termos nomes parecidos. Várias eram as vezes que se referiam a nós como "Kel's".
- Tenho uma coisa para te contar! - exclamou ela, sentando-se em cima da minha secretária.
- Já reparei que sim... - disse-lhe, suspirando.
Ela tirou a mão do bolso e mostrou-ma. Um anel de prata com um pequeno diamante reluzia, à minha frente.
- Wow! Isso é o que eu estou a pensar? - perguntei-lhe.
- Sim! O Tom pediu-me em casamento, ontem... - começou ela a divagar - Devias ter visto! Foi tão... Romântico...
- Consigo imaginar.
Olhei para baixo, a minha mão não tinha um único anel. Nem iria ter, para já. Nos dias de hoje ninguém se casa antes dos 28, e como eu tinha 22... Isso não fazia grande diferença.
Comecei a trabalhar na contabilidade do dia. Sempre que olhava para Kelsey, encontrava-a ou a pensar, ou a olhar para o anel, com lágrimas nos olhos. "Bem... Alguém nesta sala é sensível!", pensei. Quando fomos ao bar do hotel buscar água, ela recomeçou a conversar acerca dos preparativos para o casamento.
- Ele quer que seja no Verão! E vê só... Já estamos em Junho! - queixou-se.
- Estou a ver a tua situação.
- E a minha mãe, quando soube... Devias ter ouvido!
- Parece-me bem.
- Ela sempre achou que só me casava depois dos 30. Mas vê só! Só faço 30 anos em Janeiro. - gritou ela, dando uma gargalhada alta.
Toda a gente à nossa volta, maioritariamente turistas estrangeiros, nos olhou. Senti-me corar e puxei a Kelsey pela manga de volta até ao escritório.
"Cinco e meia... Finalmente! Hora de ir para casa ter com o Max!"
Quando cheguei a casa, ele estava na mesa da cozinha, com alguns livros grossos, à sua volta.
- A estudar, hein? - perguntei-lhe, antes de o cumprimentar.
- Que remédio. Tenho de fazer os exames de equivalência que não fiz em Los Angeles.
- Não há de custar muito... - ri-me.
- Isso é o que tu pensas! - queixou-se.
Preparei o jantar, e ele elogiou a refeição queimada.
- Muito bem! Está melhor do que o costume.
- Pois, claro.
- Estou a falar a sério! - teimou ele.
- Ok! - exclamei, educadamente - Oh, já sabes quem se vai casar?
Ele olhou para mim, com os seus olhos azuis muito brilhantes e sorriu:
- Nós...?
- Claro que não!
- Oh... - suspirou ele, decepcionado.
- A Kelsey vai casar este Verão e convidou-nos.
- Bem... Quem diria. - murmurou ele.
Olhei furiosamente para ele, mas ele sorriu, mostrando os seus dentes brancos e direitos. Ele era mesmo uma criança pura!
Andámos pela praia, antes de irmos dormir. A lua cheia era mágica e longínqua...
- Bom dia, Kelly. - cumprimentou o rapaz jovem que costumava estar normalmente na caixa da loja.
- Olá, Kevin.
Ele sorriu-me durante toda a conversa acerca do tempo e da fruta de qualidade que a loja tinha.
Assim que saí, reparei, pela janela, que ele ainda olhava para mim. "Bem, vou ter problemas!", pensei.
À tarde, quando cheguei ao hotel, a Kelsey, a minha colega, empurrou-me para o escritório, quase à força. Todos nos chamavam "Kel", por termos nomes parecidos. Várias eram as vezes que se referiam a nós como "Kel's".
- Tenho uma coisa para te contar! - exclamou ela, sentando-se em cima da minha secretária.
- Já reparei que sim... - disse-lhe, suspirando.
Ela tirou a mão do bolso e mostrou-ma. Um anel de prata com um pequeno diamante reluzia, à minha frente.
- Wow! Isso é o que eu estou a pensar? - perguntei-lhe.
- Sim! O Tom pediu-me em casamento, ontem... - começou ela a divagar - Devias ter visto! Foi tão... Romântico...
- Consigo imaginar.
Olhei para baixo, a minha mão não tinha um único anel. Nem iria ter, para já. Nos dias de hoje ninguém se casa antes dos 28, e como eu tinha 22... Isso não fazia grande diferença.
Comecei a trabalhar na contabilidade do dia. Sempre que olhava para Kelsey, encontrava-a ou a pensar, ou a olhar para o anel, com lágrimas nos olhos. "Bem... Alguém nesta sala é sensível!", pensei. Quando fomos ao bar do hotel buscar água, ela recomeçou a conversar acerca dos preparativos para o casamento.
- Ele quer que seja no Verão! E vê só... Já estamos em Junho! - queixou-se.
- Estou a ver a tua situação.
- E a minha mãe, quando soube... Devias ter ouvido!
- Parece-me bem.
- Ela sempre achou que só me casava depois dos 30. Mas vê só! Só faço 30 anos em Janeiro. - gritou ela, dando uma gargalhada alta.
Toda a gente à nossa volta, maioritariamente turistas estrangeiros, nos olhou. Senti-me corar e puxei a Kelsey pela manga de volta até ao escritório.
"Cinco e meia... Finalmente! Hora de ir para casa ter com o Max!"
Quando cheguei a casa, ele estava na mesa da cozinha, com alguns livros grossos, à sua volta.
- A estudar, hein? - perguntei-lhe, antes de o cumprimentar.
- Que remédio. Tenho de fazer os exames de equivalência que não fiz em Los Angeles.
- Não há de custar muito... - ri-me.
- Isso é o que tu pensas! - queixou-se.
Preparei o jantar, e ele elogiou a refeição queimada.
- Muito bem! Está melhor do que o costume.
- Pois, claro.
- Estou a falar a sério! - teimou ele.
- Ok! - exclamei, educadamente - Oh, já sabes quem se vai casar?
Ele olhou para mim, com os seus olhos azuis muito brilhantes e sorriu:
- Nós...?
- Claro que não!
- Oh... - suspirou ele, decepcionado.
- A Kelsey vai casar este Verão e convidou-nos.
- Bem... Quem diria. - murmurou ele.
Olhei furiosamente para ele, mas ele sorriu, mostrando os seus dentes brancos e direitos. Ele era mesmo uma criança pura!
Andámos pela praia, antes de irmos dormir. A lua cheia era mágica e longínqua...

