
Abri os olhos, sentido-me desnorteada. Estava deitada no chão da sala. Teria eu lá adormecido? No chão? Levantei-me devagar, tendo cuidado para não me magoar na mesa central. Reparei que envergava um vestido negro, muito bonito. Não me lembrava porque é que o tinha vestido. Avancei pelo corredor, até à porta de entrada. Estava aberta, eu devia ter estado a fazer algo lá fora. Junto à porta, há um espelho, para o qual olho todas as manhãs para ver se o meu cabelo está bem penteado e outras coisas do género.
Olhei para o espelho, arranjado o cabelo. Paralisei. Não me via lá, apenas tudo o que se encontrava atrás de mim. Aproximei-me e fitei-o o melhor que podia. Eu não tinha reflexo. É apenas um sonho, ainda bem! Vou aproveitá-lo. Sai para o pátio e passeei pelas ruas até à baixa. Ouvi os sinos a tocar, aquela melodia de funeral: o simples ribombar dos sinos. Vi o carro da minha mãe, via pessoas a conversar na rua, em frente à igreja. Resolvi entrar, vi se estava bem vestida, ainda com o meu vestido negro. A minha pele estava gelada e branca, leitosa.
Observei o interior desta. Muitas pessoas estavam a entrar, a seguir a um caixão branco, transportado por quatro rapazes jovens. Oh! Eram os meus primos e o meu melhor amigo. De certeza que eu estava assim vestida para o funeral. Ainda bem! Entretanto, pousaram o caixão, e um homem esguio abriu a sua tampa. Não conseguia vislumbrar quem lá estava. Ouvi um choro baixinho, atrás de mim. Era a minha mãe.
- Mãe... - tentei tranquilizá-la - Oh, não, não... Não chores.
Ela não me respondeu, continuando o seu choro.
Vi-a a aproximar-se do caixão e a ajoelhar-se junto dele, chorando com mais intensidade. Aproximei-me também, tentando consolá-la. Vê-la chorar, fez-me soluçar. Mas nenhuma lágrima surgiu, apenas soluços, e mais soluços, enumerando-se ao longo do tempo.
Prostrei-me junto to caixão, estavam a tirar um lençol branco, de cetim e renda, de cima da pessoa que lá se encontrava. Vi uma rapariga jovem, lá deitada, com um vestido negro. Olhei de imediato para a mim mãe.
- Mãe...
Ela não respondeu. Eu sabia porquê. Gritei na igreja. Ninguém reagiu.
Tentei abraçar a minha mãe, mas um íman invisível não me deixava tocar nela.
- Mãe, acho que morri.
Afinal, não era um sonho.
Olhei para o espelho, arranjado o cabelo. Paralisei. Não me via lá, apenas tudo o que se encontrava atrás de mim. Aproximei-me e fitei-o o melhor que podia. Eu não tinha reflexo. É apenas um sonho, ainda bem! Vou aproveitá-lo. Sai para o pátio e passeei pelas ruas até à baixa. Ouvi os sinos a tocar, aquela melodia de funeral: o simples ribombar dos sinos. Vi o carro da minha mãe, via pessoas a conversar na rua, em frente à igreja. Resolvi entrar, vi se estava bem vestida, ainda com o meu vestido negro. A minha pele estava gelada e branca, leitosa.
Observei o interior desta. Muitas pessoas estavam a entrar, a seguir a um caixão branco, transportado por quatro rapazes jovens. Oh! Eram os meus primos e o meu melhor amigo. De certeza que eu estava assim vestida para o funeral. Ainda bem! Entretanto, pousaram o caixão, e um homem esguio abriu a sua tampa. Não conseguia vislumbrar quem lá estava. Ouvi um choro baixinho, atrás de mim. Era a minha mãe.
- Mãe... - tentei tranquilizá-la - Oh, não, não... Não chores.
Ela não me respondeu, continuando o seu choro.
Vi-a a aproximar-se do caixão e a ajoelhar-se junto dele, chorando com mais intensidade. Aproximei-me também, tentando consolá-la. Vê-la chorar, fez-me soluçar. Mas nenhuma lágrima surgiu, apenas soluços, e mais soluços, enumerando-se ao longo do tempo.
Prostrei-me junto to caixão, estavam a tirar um lençol branco, de cetim e renda, de cima da pessoa que lá se encontrava. Vi uma rapariga jovem, lá deitada, com um vestido negro. Olhei de imediato para a mim mãe.
- Mãe...
Ela não respondeu. Eu sabia porquê. Gritei na igreja. Ninguém reagiu.
Tentei abraçar a minha mãe, mas um íman invisível não me deixava tocar nela.
- Mãe, acho que morri.
Afinal, não era um sonho.

