
- Isto nem é assim tão difícil... - disse James, antes de ser derrubado por uma onda que eu consideraria fácil.
- Hmm, pelos vistos, é muito fácil! - retorqui.
- Hmm, pelos vistos, é muito fácil! - retorqui.
Estava a dar-lhe a tal aula de surf, antes de ele se ir embora. Ele parecia já saber como surfar, mas ainda assim, decidi continuar e dar-lhe a aula. Olhei para o meu relógio de pulso. Faltava uma hora para o meu turno, por isso tinha de ir para casa preparar-me.
- James, é meio-dia, tenho de ir.
Ele demonstrou-se abatido.
- Já? Ainda agora começamos... - queixou-se.
- Tem de ser, talvez noutra altura possamos...
- Pode ser amanhã? - interrompeu-me ele.
- Amanhã?
Podia tornar a dar-lhe uma aula de manhã, no dia seguinte.
- Hum, pode ser, James.
Ele sorriu de orelha a orelha e dirigiu-se para o areal, deixando-me na água. Os seus ombros outrora queimados, estavam agora morenos, e brilhavam, à medida que se aproximava de terra. Eu fiquei um pouco mais na água, enquanto ele continuava estendido em cima de uma toalha. Conduzi para o trabalho. O hotel estava apinhado de gente, por ser o final do mês. Malas e malas eram levadas para o piso inferior, para poderem ser colocadas nas malas dos táxis e autocarros. Encontrei a Kelsey, que correu até a mim, agarrando-me as mãos.
- Vens ao casamento, no sábado, certo? - perguntou.
- Sim... Já tinha confirmado.
Ela sorriu e anotou o meu nome num caderninho.
- O Max vai, não vai?
- Sim, ele vai. - respondi.
- Diz-lhe que não precisa de ir de fato e gravata. Sendo ele como é, aposto que ficará contente por saber isso.
Sorri-lhe e ambas nos dirigimos para o escritório. Era um dia de muito trabalho, Agosto era certamente dos piores meses do ano, para quem tratava de contabilidade hoteleira. Eram oito horas quando finalmente pude ir para casa, Kelsey já tinha saído, para tratar dos últimos preparativos para o casamento dela. Eu apenas me limitei a conduzir calmamente até casa, durante a maldita hora que isso demorava. Poderia ter escolhido uma casa mais perto do sítio onde trabalho, mas preferi mudar-me antes para um local mais rural. Não me podia queixar disso.
- Kelly! - exclamou Max, quando entrei em casa.
Ele estava com o avental vestido, que lhe dava um ar cómico. Senti o cheirinho agradável vindo do forno. Ele cozinhava melhor que eu, sem dúvida.
- Lasanha, que achas? - disse ele, pondo a travessa, em cima da mesa.
- Oh, tem tão bom aspecto...! Quem me dera um dia cozinhar assim como tu.
- Um dia, Kel, um dia.
Depois, decidimos dar uma volta pela praia, aproveitar o calor ameno noturno. De mãos dadas, tal como num postal de amor, sob a lua cheia. A vida não é sempre assim tão fácil de retratar, mas hoje parecia simples retratar o amor.
- Porque é que não vens apanhar uma onda comigo? - perguntou James.
- Não me apetece... - disse-lhe, ainda sentada na areia.
- Então como é que vou aprender?
- Sê auto-didata. Pareces ter alguma experiência... Hum.
- Deixa-me aproveitar o meu último dia por cá.
Olhei para ele. Realmente, era mesmo o último dia dele por lá.
- Se todas as raparigas fossem como tu, a vida seria perfeita.
- Como assim?
- As raparigas que eu conheço são demasiado... Não sei explicar. Tu és honesta, simpática, bonita...
Senti-me corar, não é sempre que alguém fala assim tão bem de nós, de forma tão aberta. Suspirei.
- James, deixa de ser parvo.
- Estou a falar a sério! - exclamou ele, rindo-se.
- A sério...
Ele levantou-se da areia e sentou-se junto de mim, na toalha. Ficámos assim sentados durante um pouco, vendo o sol o subir, cada vez mais, no céu.
- James, é meio-dia, tenho de ir.
Ele demonstrou-se abatido.
- Já? Ainda agora começamos... - queixou-se.
- Tem de ser, talvez noutra altura possamos...
- Pode ser amanhã? - interrompeu-me ele.
- Amanhã?
Podia tornar a dar-lhe uma aula de manhã, no dia seguinte.
- Hum, pode ser, James.
Ele sorriu de orelha a orelha e dirigiu-se para o areal, deixando-me na água. Os seus ombros outrora queimados, estavam agora morenos, e brilhavam, à medida que se aproximava de terra. Eu fiquei um pouco mais na água, enquanto ele continuava estendido em cima de uma toalha. Conduzi para o trabalho. O hotel estava apinhado de gente, por ser o final do mês. Malas e malas eram levadas para o piso inferior, para poderem ser colocadas nas malas dos táxis e autocarros. Encontrei a Kelsey, que correu até a mim, agarrando-me as mãos.
- Vens ao casamento, no sábado, certo? - perguntou.
- Sim... Já tinha confirmado.
Ela sorriu e anotou o meu nome num caderninho.
- O Max vai, não vai?
- Sim, ele vai. - respondi.
- Diz-lhe que não precisa de ir de fato e gravata. Sendo ele como é, aposto que ficará contente por saber isso.
Sorri-lhe e ambas nos dirigimos para o escritório. Era um dia de muito trabalho, Agosto era certamente dos piores meses do ano, para quem tratava de contabilidade hoteleira. Eram oito horas quando finalmente pude ir para casa, Kelsey já tinha saído, para tratar dos últimos preparativos para o casamento dela. Eu apenas me limitei a conduzir calmamente até casa, durante a maldita hora que isso demorava. Poderia ter escolhido uma casa mais perto do sítio onde trabalho, mas preferi mudar-me antes para um local mais rural. Não me podia queixar disso.
- Kelly! - exclamou Max, quando entrei em casa.
Ele estava com o avental vestido, que lhe dava um ar cómico. Senti o cheirinho agradável vindo do forno. Ele cozinhava melhor que eu, sem dúvida.
- Lasanha, que achas? - disse ele, pondo a travessa, em cima da mesa.
- Oh, tem tão bom aspecto...! Quem me dera um dia cozinhar assim como tu.
- Um dia, Kel, um dia.
Depois, decidimos dar uma volta pela praia, aproveitar o calor ameno noturno. De mãos dadas, tal como num postal de amor, sob a lua cheia. A vida não é sempre assim tão fácil de retratar, mas hoje parecia simples retratar o amor.
- Porque é que não vens apanhar uma onda comigo? - perguntou James.
- Não me apetece... - disse-lhe, ainda sentada na areia.
- Então como é que vou aprender?
- Sê auto-didata. Pareces ter alguma experiência... Hum.
- Deixa-me aproveitar o meu último dia por cá.
Olhei para ele. Realmente, era mesmo o último dia dele por lá.
- Se todas as raparigas fossem como tu, a vida seria perfeita.
- Como assim?
- As raparigas que eu conheço são demasiado... Não sei explicar. Tu és honesta, simpática, bonita...
Senti-me corar, não é sempre que alguém fala assim tão bem de nós, de forma tão aberta. Suspirei.
- James, deixa de ser parvo.
- Estou a falar a sério! - exclamou ele, rindo-se.
- A sério...
Ele levantou-se da areia e sentou-se junto de mim, na toalha. Ficámos assim sentados durante um pouco, vendo o sol o subir, cada vez mais, no céu.

